Sinal da resistência e solidariedade dos trabalhadores no vale que queria transformar homem em aço
Reconhecido como entidade sindical no ano de 1952, o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Município de Timóteo, com sede em Acesita tem como primeiro Presidente, o Dr. Pedro Sampaio Guerra, que fundou o mesmo para uma função assistencialista “o sindicato só foi criado por causa de um problema médico” (fala do Pedro S. Guerra em uma entrevista concedida aos cursando de História Diôgo Malaguth Costa e Thiago de Paula Araújo, no ano de 2001), que seria ajudar no tratamento da tuberculose que afetava muitos trabalhadores, o que consequentemente prejudicava a Cia Acesita. O mandato do Dr. Pedro termina no ano de 1954, sendo eleito para a nova presidência, com o seu apoio, Estanil de Freitas, que era chefe de sessão.
O sindicato então criado sem nenhuma restrição da empresa, e com os primeiros presidentes diretamente ligados a ela, não tinha uma conduta de luta, que é adquirida pelo sindicato com o passar do tempo. O 3º presidente do sindicato é José Pimenta, 1956 a 1958. Nesta fase já é feito algumas reivindicações a empresa, mais sem muito empenho por parte do Pimenta, como relata um trabalhador da época “falava que tomava providência, mas era a marca da cachaça”. Neste tempo os trabalhadores eram muitos explorados, sem direito às mínimas condições de vida necessária há um ser humano. O que consequentemente prejudicava a Cia. Acesita. Com a firmeza e vontade de lutar mostrada pelos trabalhadores aos poucos esta situação foi mudando, conquistas trabalhistas foram surgindo, mostrado que só conquista melhorias, quem vai a luta, quem não se curva, quem não se cala diante da opressão.
O 4º presidente do sindicato é Camilo Lelis Neto, 1958 a 1960, e o 5º Manoel Ferreira da Silva, 1960 a 1961, ambos sem algum ponto de destaque dentro do sindicato. O 6º presidente do sindicato é Joaquim Gonçalves que assume o sindicato em 1960, e é deposto em 1962, segundo trabalhador da época, pelo fato de ter comprado uma Rural, vendo os trabalhadores que isso não era necessário na ocasião “o primeiro pecado que fez, comprou uma rural para o sindicato”. Como o vice - presidente não assume, entra no seu lugar o secretario geral, Geraldo dos Reis Ribeiro, que vai ser destituído da presidência do sindicato no golpe militar.
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