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História |
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Massacre de Ipatinga
No massacre de Ipatinga, em 1963, Geraldo Ribeiro estava à frente do sindicato. Geraldo Ribeiro foi uma expressivo líder de nosso sindicato, sendo sua gestão do ano de 1962 à 1964, saindo na ocasião do Golpe Militar dando sinais de fidelidade à luta dos trabalhadores, “naquela época também quase fui preso, por que eu nunca curvei para eles(empresa)”- fala do Geraldo Ribeiro- a Acesita o tentou dominá-lo em várias oportunidades lhe oferecendo arregalias, porém, tendo sempre como resultado, a negação do mesmo.
O sindicato se vê no momento de ampliar a base, pois, com a criação da Usiminas em 1958, começaram a surgir as novas formas de exploração por parte da empresa, como o sindicato estendeu sua base até Ipatinga, no dia 6 de outubro de 63 acontece a primeira assembléia, com os metalúrgicos de Ipatinga. Havia, entretanto uma resistência muito grande por parte da diretoria da empresa. Revoltados com as péssimas condições de vida e o tratamento desumano da empresa, os operários decidem não mais ficarem coniventes com a situação e lotam a assembléia do dia 6 de outubro para reivindicarem. No mesmo dia, alguns que chegavam para trabalhar e outros saindo do turno se depararam com policiais que os revistaram e espancaram sem piedade.
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Cansados com toda aquela circunstância em que se encontravam no momento, eles partem para uma movimentação agitada, onde serão sufocados a bala de fuzil e metralhadoras que dispararam por mais de quarenta minutos; os protagonistas dessas cenas é uma tropa de policiais militares. O episódio passa a ser conhecido como “O Massacre de Ipatinga”, deixou um saldo de dezenas de mortos e centenas de feridos. No final, os operários ainda foram considerados réus provocadores, enquanto os soldados foram apenas afastados da corporação e os oficiais promovidos pelos “bons serviços” prestados ao regime militar.
Dias depois do massacre, acontece então a 1ª greve dos metalúrgicos de Timóteo, sendo deflagrada dentro de uma área já extinta na Acesita atual, o “Trem de Chapa”, onde os operários desse setor trabalhavam 30’ min e folgavam 30’ minutos. Um engenheiro naquela ocasião quis mudar esse horário ordenando que eles trabalhassem 40’ min. e folgassem 20’ minutos. Revoltados com essa atitude do engenheiro, junta-se um grupo de oito trabalhadores para irem ao Escritório Central reclamar da situação. Chegando lá, eles foram conversar com um chefe que logo tomou uma atitude precipitada e demitiu todos os oitos operários. Em solidariedade, o pessoal que estava saindo do trabalho e outros entrando para o próximo turno resolveram parar. “Nós tomamos conta da Usina os 11 dias de greve, quando aceitamos o acordo no 11° dia de greve...” - fala do Geraldo Ribeiro ao se explicar que foi uma greve de ocupação onde na ocasião ele se tornou “presidente da Acesita”.
No final de março de 64 o clima era tenso em todo o país. Na noite do dia 31 os operários da Acesita realizam uma assembléia onde já se anunciava “alguma coisa de ruim para acontecer”. Na madrugada seguinte os militares dão o golpe, cassando e prendendo milhares de ativistas e lideranças sindicais. Logo após ao golpe foi criado uma associação dos trabalhadores da Usiminas, com a finalidade de desmembrar a base metalúrgica de Ipatinga do sindicato de Timóteo. Aqui na região foram presos e cassados algumas lideranças, nesse momento concretizasse as intervenções nos sindicatos, é quando em 7 de julho de 64 o nosso sindicato é tomado por uma junta governativa, com os tais nomes: Sr. Otávio Sperancini, João Diogo Pereira e Manoel Ferreira.
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