IPCA e INPC voltam a subir. A deflação durou o tempo do período eleitoral

IPCA e INPC voltam a subir. A deflação durou o tempo do período eleitoral

Preço da gasolina já caiu bem menos do que em setembro, enquanto o do etanol aumentou. Alimentos sobem

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, subiu 0,59%, após três meses de queda, provocada em grande parte pela guinada na política de preços dos combustíveis. O movimento já havia sido detectado pelo IPCA-15. Passado o período eleitoral, já se detecta redução menos intensa da gasolina. O IPCA teve alta em oito dos nove grupos e em todas as regiões pesquisada. E o INPC, outro índice divulgado nesta quinta-feira, pelo IBGE, também subiu (0,47%).

Assim, agora o IPCA acumula alta de 4,70% no ano e de 6,47% em 12 meses. Já o INPC soma 4,81% e 6,46%, respectivamente. A diferença entre os índices está, principalmente, na faixa salarial analisada. O primeiro vai de um a 40 salários mínimos e o segundo, de um a cinco.

Alimentos em alta

Dos oito grupos que compõem o IPCA com alta, Alimentação e Bebidas variou 0,72% e foi responsável por 0,16 ponto percentual da taxa. O IBGE cita aumento dos preços da batata inglesa (23,36%) e do tomate (17,63%), que somaram 0,7 ponto, além de cebola (9,31%) e nas frutas (3,56%). Entre as quedas, o leite longa vida (-6,32%) e o óleo de soja (-2,85%).

Enquanto a alimentação no domicílio subiu 0,80% em outubro, comer fora ficou 0,49% mais caro, em média. O lanche aumentou menos (de 0,74%, em setembro, para 0,30%) e a refeição teve alta maior (de 0,34% para 0,61%).

Gasolina cai menos, etanol sobe

Já a segunda maior alta entre os grupos foi de Saúde e Cuidados Pessoais: 1,16%. Destaque para higiene pessoal (2,28%) e planos de saúde (1,43%), com impactos de 0,09 e 0,05 ponto, respectivamente.

Por sua vez, o grupo Transportes, que vinha caindo nos últimos meses, passou de -1,98% para 0,58%. Os combustíveis ainda tiveram redução, de 1,27%, bem menos intensa do que em setembro (-8,50%). Diminuíram os preços médios de gasolina (-1,56%), óleo diesel (-2,19%) e gás veicular (-1,21%), enquanto o do etanol aumentou (1,34%). Com alta de 27,38% no mês, as passagens aéreas contribuíram com 0,16 da taxa mensal do IPCA.

Ainda nesse grupo, os preços dos transportes por aplicativos, que haviam aumentando no mês anterior, desta vez caíram (-3,13%). O mesmo aconteceu com o ônibus urbano (-0,3%), com redução na tarifa aos domingos em Salvador.

Roupas mais caras

No Vestuário (alta de 1,22% no mês passado), o IBGE cita roupas masculinas (1,70%) e femininas (1,19%). Esse grupo acumula aumento de 18,48% em 12 meses. É a maior variação entre os nove que formam o IPCA.

Já Habitação subiu menos do que em setembro (de 0,60% para 0,34%). Os preços do gás de botijão, que haviam aumentado, agora caíram (-0,67%, em média), enquanto a energia elétrica teve alta menos intensa (0,30%). Além disso, a taxa de água e esgoto aumentou 0,74%, com reajuste em uma concessionária na região de Porto Alegre.

Aumento em todo o país

O único grupo que registrou queda em outubro foi Comunicação (-0,48%). O resultado foi puxada pelo item telefonia móvel, que com -2,05% representou impacto de -0,03 ponto no índice mensal.

Entre as áreas pesquisadas, o IPCA variou de 0,20% (Grande Curitiba) a 0,95% (região metropolitana de Recife). Em 12 meses, o índice vai de 4,46% (Porto Alegre) a 8,21% (Salvador). Na Grande São Paulo, onde o índice mensal foi de -0,32% para 0,66%, agora o IPCA som 7,18%.

FONTE: REDE BRASIL ATUAL

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